sexta-feira, maio 20, 2011

Eu

não sou lindo
não sou rico
não sou genio
nem popular


não sou feio
não sou pobre
não sou burro
nem desconhecido

sou humano
sou homem
sou filho
sou irmão

ando, paro
rio, choro
grito, calo
escuto, falo
odeio... e amo

terça-feira, dezembro 21, 2010

Who am I


That´s a question
I haven´t found the
Final answer yet
But I can tell you who I´m not

I´m not an asshole
I´m not ugly
(thought I could lose a few pounds) 
I´m not a pervert 
I´m not without flaws, I know that

I can be stubborn
I can be selfish
I can be annoying sometimes too


I have two eyes to see
Two ears to hear
a mouth to speak
and a heart that beats

What the hell
I found who I am
I´m human
That´s it
No more
No less
Just
that

domingo, dezembro 19, 2010

Por que?

Por que tem vezes que a vida parece que não vai com a sua cara? Quanto mais você planeja alguma coisa, mais parece que tudo dá errado? Quando você mais precisa de alguém, a sua lista de contatos vai do alfabeto inteiro para apenas uma ou duas letras, ou até mesmo nenhuma?
Por que é a gente que tem sempre que relevar, perdoar, esquecer? Meus sentimentos não valem nada, devem ser sacrificados pela paz, pelo bem maior e felicidade geral da nação? Como se alguém realmente importasse...
Tantos planos, tantas possibilidades, tantos futuros diferentes... quebrados, machucados, multilados, assassinados... sem dó ou piedade, sem remorso ou conciência, por uma, duas, três e mais pessoas que não percebem as consequencias dos seus atos, felizes em sua ignorância. Enquanto a pimenta não cai em seus olhos está tudo bem, a vida é bela, o paraíso é um comprimido e a felicidade está no fundo de um copo sem fundo...
Outro dia eu li no blog de um amigo um texto lindo que defende que a sua própria felicidade é de sua responsabilidade, e portanto a sua infelicidade também, e que por a culpa nos outros seria meramente uma fuga, negação e tentativa de isenção. Concordo em termos, afinal, o ser humano é um ser social, que precisa da sociedade e o resultado dessas interações, negativa ou positivamente são de responsabilidade de todos. Ou o eremita da montanha seria a pessoa mais feliz do mundo.
Mudando de assunto...
Engraçado como o ser humano é... quando você está sozinho e deseja companhia, ninguém te quer. Você não é atraente, não é belo, enfim, não é desejável. Mas, a partir do momento que você está com alguém, está tentando criar uma conexão, você se torna a pessoa mais erótica do mundo. Todos te querem, para curto ou longo prazo, ou pelo menos pelo prazer que você e seu corpo podem proporcionar. Você resiste, se apega a quem você está, e por fim, ou acaba deslizando e estragando tudo ou, mesmo sem deslizar as intrigas acabam por fazer o mesmo... Os mais velhos dizem "não faça tempestade em copo d´agua, você é jovem, tem a vida inteira pela frente, irá conhecer alguém que vale a pena, essa pessoa está guardada esperando por você". Penso que a vida atribulada, lutando pelo segurança, estabilidade e a certeza de um bom dia seguinte sem que nada lhes falte fez eles esquecerem que a vida se vive no presente, não no passado, muito menos no futuro. 
Afinal, o passado já, foi não há nda que você possa fazer para mudá-lo. O futuro é uma incógnita e uam aventura a ser desbravada. E o hoje é uma dádiva, por isso é chamado de PRESENTE. 

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Um Beijo



Um beijo dado
Tomado, forçado
Pedido, perdido
Apaixonado, amado
Desejado, apreciado

Lábios sugando lábios
Língua tocando língua
Um leve toque no dente
Me deixa tão quente...

Convite à intimidade
À promiscuidade
À verdade
Verdade dos nossos desejos
Anseios
Medos

Verdade dos nossos corpos
Nossas necessidades
Nossas realidades

No começo, é preliminar
No durante, é auxiliar
No clímax, me faz gritar
No fim, me faz querer continuar

Um beijo bem quente me deixa muito contente
Um beijo gelado, me deixa bem excitado
Um beijo seco me dá um gosto de “quero mais”
Mas um beijo molhado
Terminar ele, sozinho não sou capaz

Num beijo doce, segure o meu rosto
Num beijo sedutor, segure o meu pescoço e nuca
Num beijo cheio de paixão, enlace a minha cintura
E me traga ao seu encontro
Tenha seu corpo junto ao meu
E mostre-me que o seu desejo
É tão grande quanto o meu

Beije meus olhos
Beije os meus lábios
Beije meu queixo, meu pescoço
Ai, seus beijos me deixam louco

sábado, dezembro 11, 2010

Aposentos

Acordei com a cabeça pesada e latejando, como se tivesse batido fortemente em alguma coisa muito dura. Onde eu estou, o que aconteceu, eu me questionava. Lentamente e com muito esforço, abri os olhos. Estava deitado completamente nu em uma enorme cama de dossel, encoberto da luz do sol que invadia o quarto por pesadas cortinas de veludo vermelho. Como eu vim parar aqui, era a pergunta que não queria calar.
Levantei e corri as cortinas. Meus olhos, acostumados ao frescor da penumbra, contraíram-se em dor a claridade repentina. Aos poucos, adaptando-me a luz forte, pude analisar melhor o lugar em que me encontrava. Era um quarto amplo, luxuosamente decorado com numerosos detalhes em vermelho e preto; um tanto sóbrio demais, a meu ver.
Ainda cansado, decidi deitar-me novamente e descansar mais um pouco na esperança de, depois, ser capaz de lembrar-me de como cheguei a esse destino. Em sonho, rápidos flashes de memória perpassam minha mente, mas de forma desconexa. Subitamente, uma figura se destaca em meio a confusão. Uma mulher.
Loira, alta, pálida como uma morta, mas com um brilho nos olhos verdes, e emanava um poder que se assemelhava a uma deusa. Não, havia mais uma. Essa era tão branca como a primeira, mas seus cabelos era negros como a noite mais escura e os olhos, de um azul tao limpido como a agua em um lago parado. Ambas trajavam vestes sumarias, que expunham suas belas formas e curvas bem torneadas, como se tivessem sido esculpidas por um grande artista renascentista.
Quando abri os olhos pela segunda vez, o sol já estava a pino e havia uma farta refeição em bandejas de prata em uma mesa próxima. Pela primeira vez no dia, percebi o quão faminto estava. Servi-me sem a menor cerimônia. Satisfeito, fui assaltado por aquela deliciosa letargia que nos acomete apos um banquete como aquele.
Acordando pela terceira vez, jah era noite adiantada. Sem o menor aviso, uma lufada de vento abriu a porta de uma sacada, fazendo com que algumas cortinas brancas as quais eu não havia reparado, iniciarem uma dança ao sabor do mesmo. A luz do luar recaiu diretamente sobre mim, deixando-me totalmente hipnotizado. De repente, lembrei de tudo. Sangue, sangue por toda parte. E o brilho de presas. Presas brancas, pontudas, perigosamente afiadas.
Com um barulho ensurdecedor, a porta se abriu. E lá estavam elas, tão belas quanto em meus pensamentos. Subitamente, me dou conta do fato de continuar nu, mas, surpreendentemente, não sinto a menor vergonha ou pudor. Pra ser mais exato, uma excitação começou a crescer em mim. Ao verem-me daquele jeito, um sorriso aflorou dos lábios delas e um brilho de desejo apareceu nos olhos.
Caminharam em minha direção, os quadris balançando no ritmo das batidas do meu coração, que se aceleravam cada vez mais. Abraçando-as, um fogo sem tamanho explode em meu peito, trazendo a tona uma fúria, um fulgor, uma volúpia que, nem em um milhão de anos eu sonharia possuir. Rapidamente tirei, não, rasguei seria a palavra certa, as poucas roupas que elas vestiam. Fechei os olhos e beijei a que estava mais perto, sem saber qual era. Sua boca estava quente e úmida, e tinha um sabor doce que eu jamais tinha experimentado antes. Era sangue. Descia queimando garganta abaixo como wisky.
Fizemos amor de um jeito selvagem, brutal, como animais. Quando ia atingir o orgasmo, ambas morderam o meu pescoço, uma de cada lado. Foi mágico, atingi o clímax instantaneamente, potencializado alem do limite da compreensão humana. Minha visão ficou turva, o corpo se tornou pesado, mal podia respirar. Foi o meu ultimo pensamento, o ultimo dessa vida.
O dia seguinte raiou mais bonito do que nunca, mas essa beleza não pode ser mais apreciada pelos meus olhos. Pois não sou mais um simples humano. Sou um Imortal, uma Fera da Noite. E agora, atravessarei a eternidade em luxúria e gozo.
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