quinta-feira, dezembro 16, 2010

Um Beijo



Um beijo dado
Tomado, forçado
Pedido, perdido
Apaixonado, amado
Desejado, apreciado

Lábios sugando lábios
Língua tocando língua
Um leve toque no dente
Me deixa tão quente...

Convite à intimidade
À promiscuidade
À verdade
Verdade dos nossos desejos
Anseios
Medos

Verdade dos nossos corpos
Nossas necessidades
Nossas realidades

No começo, é preliminar
No durante, é auxiliar
No clímax, me faz gritar
No fim, me faz querer continuar

Um beijo bem quente me deixa muito contente
Um beijo gelado, me deixa bem excitado
Um beijo seco me dá um gosto de “quero mais”
Mas um beijo molhado
Terminar ele, sozinho não sou capaz

Num beijo doce, segure o meu rosto
Num beijo sedutor, segure o meu pescoço e nuca
Num beijo cheio de paixão, enlace a minha cintura
E me traga ao seu encontro
Tenha seu corpo junto ao meu
E mostre-me que o seu desejo
É tão grande quanto o meu

Beije meus olhos
Beije os meus lábios
Beije meu queixo, meu pescoço
Ai, seus beijos me deixam louco

sábado, dezembro 11, 2010

Aposentos

Acordei com a cabeça pesada e latejando, como se tivesse batido fortemente em alguma coisa muito dura. Onde eu estou, o que aconteceu, eu me questionava. Lentamente e com muito esforço, abri os olhos. Estava deitado completamente nu em uma enorme cama de dossel, encoberto da luz do sol que invadia o quarto por pesadas cortinas de veludo vermelho. Como eu vim parar aqui, era a pergunta que não queria calar.
Levantei e corri as cortinas. Meus olhos, acostumados ao frescor da penumbra, contraíram-se em dor a claridade repentina. Aos poucos, adaptando-me a luz forte, pude analisar melhor o lugar em que me encontrava. Era um quarto amplo, luxuosamente decorado com numerosos detalhes em vermelho e preto; um tanto sóbrio demais, a meu ver.
Ainda cansado, decidi deitar-me novamente e descansar mais um pouco na esperança de, depois, ser capaz de lembrar-me de como cheguei a esse destino. Em sonho, rápidos flashes de memória perpassam minha mente, mas de forma desconexa. Subitamente, uma figura se destaca em meio a confusão. Uma mulher.
Loira, alta, pálida como uma morta, mas com um brilho nos olhos verdes, e emanava um poder que se assemelhava a uma deusa. Não, havia mais uma. Essa era tão branca como a primeira, mas seus cabelos era negros como a noite mais escura e os olhos, de um azul tao limpido como a agua em um lago parado. Ambas trajavam vestes sumarias, que expunham suas belas formas e curvas bem torneadas, como se tivessem sido esculpidas por um grande artista renascentista.
Quando abri os olhos pela segunda vez, o sol já estava a pino e havia uma farta refeição em bandejas de prata em uma mesa próxima. Pela primeira vez no dia, percebi o quão faminto estava. Servi-me sem a menor cerimônia. Satisfeito, fui assaltado por aquela deliciosa letargia que nos acomete apos um banquete como aquele.
Acordando pela terceira vez, jah era noite adiantada. Sem o menor aviso, uma lufada de vento abriu a porta de uma sacada, fazendo com que algumas cortinas brancas as quais eu não havia reparado, iniciarem uma dança ao sabor do mesmo. A luz do luar recaiu diretamente sobre mim, deixando-me totalmente hipnotizado. De repente, lembrei de tudo. Sangue, sangue por toda parte. E o brilho de presas. Presas brancas, pontudas, perigosamente afiadas.
Com um barulho ensurdecedor, a porta se abriu. E lá estavam elas, tão belas quanto em meus pensamentos. Subitamente, me dou conta do fato de continuar nu, mas, surpreendentemente, não sinto a menor vergonha ou pudor. Pra ser mais exato, uma excitação começou a crescer em mim. Ao verem-me daquele jeito, um sorriso aflorou dos lábios delas e um brilho de desejo apareceu nos olhos.
Caminharam em minha direção, os quadris balançando no ritmo das batidas do meu coração, que se aceleravam cada vez mais. Abraçando-as, um fogo sem tamanho explode em meu peito, trazendo a tona uma fúria, um fulgor, uma volúpia que, nem em um milhão de anos eu sonharia possuir. Rapidamente tirei, não, rasguei seria a palavra certa, as poucas roupas que elas vestiam. Fechei os olhos e beijei a que estava mais perto, sem saber qual era. Sua boca estava quente e úmida, e tinha um sabor doce que eu jamais tinha experimentado antes. Era sangue. Descia queimando garganta abaixo como wisky.
Fizemos amor de um jeito selvagem, brutal, como animais. Quando ia atingir o orgasmo, ambas morderam o meu pescoço, uma de cada lado. Foi mágico, atingi o clímax instantaneamente, potencializado alem do limite da compreensão humana. Minha visão ficou turva, o corpo se tornou pesado, mal podia respirar. Foi o meu ultimo pensamento, o ultimo dessa vida.
O dia seguinte raiou mais bonito do que nunca, mas essa beleza não pode ser mais apreciada pelos meus olhos. Pois não sou mais um simples humano. Sou um Imortal, uma Fera da Noite. E agora, atravessarei a eternidade em luxúria e gozo.

terça-feira, dezembro 07, 2010

thErE aRE TimES



There are times
When I just wanna lie down
Pretend that I´m dead
Trying to sleep
Trying to forget
Trying to numb it
The pain
This pain within

My body has been beaten in the past
My mind has been challenged in the past
My spirit has been broken in the past

And now, in the present
All of me, destroyed once again

There are times
When I wanna scream to the heavens
Shout it out
Cry it out
And let the tears wash it away

I feel the storm brewing inside me
An immense cloud
Of the deepest black
Circling, growing
I can feel the lightning zapping
Chocking my heart
Demanding to be released
But it won´t go

I don’t know why
I want to
I wanna let it go
Run it´s course
And set me free

But, again, it won´t leave me

My sobs come up from my chest
Just to die in my throat
My tears fill my eyes
And don´t run down my cheeks
My cry of agony comes out muffled

Why, I ask myself
The answer
Oh, man, wish I knew

I need help

terça-feira, novembro 30, 2010

falling

I want to fall
I want to fall in love
But i don´t wanna fall for anyone
I want to fall with you

´cuz you´re my friend
´cuz you understand me
´cuz you make me laugh
even when I´m depressed
and above it all
´cuz you love me
for who I am

more than I deserve, I think
more than I have ever loved someone
and, I´m afraid, more than
I will ever be able to love you back

and still
you´ll be there for me
and for that
I thank you

quarta-feira, novembro 24, 2010

Home

It´s almost midnight
And I walk alone
Through the darkness

My chest, feels so heavy
And yet, so empty
It starts to rain, so lightly
Not much more than a mist

I´m close, can see it already
The rain stops and the clouds go away
There´s light again
The moon shines high in the sky

I see the name carved in
I brush my fingers over the
Wet and hard stone

I can feel him by my side
I can feel her too, all of them
And the most precious presence of all
Yours

I lay on the damp grass
And look up to the sky
Now there´s no me
No you, or them
There´s only
Us

And it´s true
I´m home
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